terça-feira, 10 de novembro de 2009

aonde vai o pé, arrasta o salto

Quero agradecer às pessoas que reclamam o entusiasmo da página.
Mês de fechar o livro, que vem daqui.

Além de trabalhar no que preciso e no que preciso.
Um preciso de interesse, outro abastecer.
Alguns preciso-preciso (com o hífen que caiu).

Não me desistam.
Todos vocês quatro, cinco, dez, por favor, não.

Daqui três dias faz um ano que comecei a escrever.
Do jeito que soube.
Um ano que estive mais aqui que aqui.
Que me fez ir pra uma quantidade de sensação.
Reconhecer lugares, outros.
Pessoas outras.
Mesmo as que já tive por perto, aqui outras.

Gritar e espremer o que não aguentei pra dentro.
Textos diários.

E agora momento de saída e entrada.
Onde não sei fazer mais o que fazia, nem fazer o que ainda não entendi como fazer.

Me cria silêncio.
Aqui.
Em alguns outros lugares.
Tentando entender o que levei, o que deixei, o que vem que não conheço.

Perceber pra onde me carreguei.
O que usar.
O que não mais.

Ouço sem parar.
No silêncio que faço.
E preciso ouvir.

Enxergar diferente, o que vejo, o que não.
Não tem mais pra ir onde já foi.
Esgotamento que faz começo do que ainda não sei que começou.

E posso ir.
Com o que ainda não reconheci.

O que mais me interessa.
Nenhuma resposta são todas.

E esse silêncio cheio.

Obrigada por tanto afeto.
De verdade, afeta.