sexta-feira, 3 de julho de 2009

Nem sempre me reconheço

Hoje recebi uma carta.

Minto porque as cartas que recebo tem data e valor pra quitar.
Mas vá! O e-mail que se começa lá no topo, letras maiúsculas e minúsculas, despedida e assinatura é hoje uma correspondência pessoal.
A minha é.

Não tem nada de interessante nessa minha explicação,
Não apago pois deu trabalho digitar.

Na carta vinha dito que minhas histórias estavam muito tristes.

Eu também achei.
Quando as escrevi.

Porque olha, eu realmente me emburaquei.
Falasse o que falasse era carne viva.

Agora, com umas casquinhas pra tirar de vez em quando pra ver se ainda o sangue sai,
Estou mais simples.

Concreta como o casaco do meu filho aqui na minha frente.

E estando assim não reconheço a tristeza que escrevi ali.
Me lembro.

A tristeza é também nossa quando a reconhecemos.

Boa noite.
Não tem nada de interessante nessa minha explicação.

5 comentários:

Chuck disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Randolfo disse...

Tristeza... todos passam por isso, alguns vivem nisso. Onde aliviar? Como acabar? Só encontrei a resposta quando não tinha mais prá onde ir. Mas no percurso uma coisa aprendi. Havia sempre alguém mais perto do que eu imaginava. Lembre-se, estarei por perto para vc. Beijos, te amo.
Rô.

Tainah disse...

passei por aqui
e te reconheci.

Marcos Braz disse...

Quero só ver: ficar feliz e deixar de ser tão inspirada!

Tô acompanhando...

Poesia a Metro disse...

Inspiração na tristeza, também a tenho..

Depois parece que evapora, ou não tenho tempo de escrever quando há mais aconchego.. rs..

Beso