em algum momento do curso ouvi que havia um diário, um registro por
escrito sendo feito.
hoje, depois de ontem ter sido ontem, escrevo.
essa semana recebi um e-mail do luis.
no e-mail havia uma cena do espetáculo do domingos. cena 2. havia uma
letra, acho que a. 2a.
baixei o arquivo e li no corpo do e-mail mariana: vida. glauce: mefisto.
logo em seguida recebi um e-mail da glauce, maaaaari, nós duas. não
poderia ser melhor.
baixado o arquivo. li o texto. beleza. decorar.
enquanto decorava pensava em intenções variadas, movimentos e pensava
que o importante era manter o corpo solto. sempre penso isso. corpo
solto. o corpo tando solto dá pra fazer e desfazer. ficou muito bom.
pena que vocês não viram!
ontem teve curso. as cenas iam sendo feitas. 2a. glauce e marina.
marina ou mariana? mariana.
ia ser muito bom.
corpo solto.
concentra.
glauce entra. legal!
é a vez de dizer.
não soltou.
domingos fala, tem outra vez a cena.
o corpo esquisitíssimo.
entra na da glauce!
puta de vida.
não foi.
próxima cena. acho que 2b.
intervalo. um café.
algumas cenas depois. domingos fala.
domingos é aquela pessoa que de vez em quando acho que tá de bobeira,
não tá muito ligado.
domingos também é uma pessoa que todas as vezes que penso que ele tá
de bobeira ele tá ligadão.
Ele falou.
incrível.
falou que a gente fica burro em cena. ele sabe simplificar.
não parou não. disse mais.
falou que é pra ter prazer.
só isso.
é ululante
domingos simplifica, diz e a gente escuta.
depois fomos tomar uma cervejinha. de leve. no bar aqui perto. tem
nome o bar. tava cheio e fomos pro pé-sujo das linguiças.
há 9 meses e meio não bebo uma cerveja assim, sem hora.
tem festa, diz janaína.
estou no carro do marwin indo pra festa. há 9 meses e meio.
aleta me abraça por saber que tenho um filho. aleta é a vida.
luis me acorda. aleta e marwin. são dez da manhã. há 9 meses e meio.
descemos.
tem uma feira.
eles avisam que estamos na gávea. achava que era ipanema.
beijo neles.
tomo caldo de cana.
pego o 996. niterói.
desço no centro. vou almoçar no mac donald`s. compro uma mac oferta e
um sorvete.
passo mal. não dá pra comer. dou tudo pra um moço que varria o
terminal. ele vai ter que tomar o sorvete antes do sanduíche.
pego ônibus pra casa. durmo.
chego em casa. durmo. meu filho está na escolinha.
acordo quatro da tarde. tomo um banho pra ele não me ver com essa cara.
há nove meses e meio.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
educare
sábado, 31 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
quase nada em tudo que foi...quase tudo em quase nada que faz
hoje, dia 04 de maio de 2008, volto a escrever sem muita pretensão, sem muita perspectiva com meu escrito.
Vivi algo intenso dentro da minha família, vivo algo intenso dentro da minha família, e sinto falta da minha família...
A minha família toda é minha família, nada dela é disfarçável...
Tenho me visto tão pouco, me imaginado quase nada.
Sou algo, sou além de mim.
Meus olhos pouco olham pra dentro, estou disposta a te ver.
Vivi algo intenso dentro da minha família, vivo algo intenso dentro da minha família, e sinto falta da minha família...
A minha família toda é minha família, nada dela é disfarçável...
Tenho me visto tão pouco, me imaginado quase nada.
Sou algo, sou além de mim.
Meus olhos pouco olham pra dentro, estou disposta a te ver.
domingo, 13 de janeiro de 2008
trans-forma-ação
Em meio a tantas "naturais" parece que me exijo alguma proposta por mim.
Talvez entre hormônios esteja me confundindo.
Talvez seja mesmo isso de entre tantos, ir além.
Além, nem frente nem trás.
Investigar.
Talvez entre hormônios esteja me confundindo.
Talvez seja mesmo isso de entre tantos, ir além.
Além, nem frente nem trás.
Investigar.
sábado, 5 de janeiro de 2008
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
asas

Quando uma criança era uma criança
Ela andava com seus braços balançando,
queria o córrego pra ser um rio,
o rio pra ser uma torrente,
e uma poça pra ser o mar.
Quando uma criança era uma criança,
não sabia que era uma criança,
tudo era tão cheio de espírito,
e todas as almas eram uma só.
Quando a criança era uma criança
não tinha opinião a respeito de nada,
não tinha hábitos
e sentava-se sempre de pernas cruzadas,
descansando de uma corrida
e tinha o cabelo lambido
e não fazia poses na hora da fotografia.
Quando a criança era uma criança
era a época destas perguntas:
Por que eu sou eu e não você?
Por que estou aqui, e por que não lá?
Quando foi que o tempo
começou, e onde é que o espaço termina?
A vida debaixo do sol não é só um sonho?
Aquilo que eu vejo e escuto e cheiro
não é só uma ilusão de um mundo de antes do mundo?
Considerando-se o mal e as pessoas.
A maldade realmente existe?
Como pode aquilo que sou, quem eu sou,
não ter existido antes que eu viesse a ser,
e que algum dia, eu, quem eu sou,
não serei mais quem eu sou?
Quando uma criança era uma criança,
Mastigava espinafre, ervilhas, bolinhos de arroz,
e couve-flor cozida,
e comia tudo isto não somente porque precisava comer.
Quando uma criança era uma criança,
Uma vez acordou numa cama estranha,
e agora faz isso de novo e de novo.
Muitas pessoas, então, pareciam lindas
e agora só algumas parecem, com alguma sorte.
Visualizava uma clara imagem do Paraíso,
e agora no máximo consegue só imaginá-lo,
não podia conceber o vazio absoluto,
que hoje estremece no seu pensamento.
Quando uma criança era uma criança,
brincava com entusiasmo,
e agora tem tanta excitação como tinha,
porém só quando pensa em trabalho.
Quando uma criança era uma criança,
Era suficiente comer uma maçã, uma laranja, pão,
E agora é a mesma coisa.
Quando uma criança era criança,
amoras enchiam sua mão como somente as amoras conseguem,
e também fazem agora,
Avelãs frescas machucavam sua língua,
parecido com o que fazem agora,
tinha, em cada cume de montanha,
a busca por uma montanha ainda mais alta,e em cada cidade,
a busca por uma cidade ainda maior,
e ainda é assim,
alcançava cerejas nos galhos mais altos das árvores
como, com algum orgulho, ainda consegue fazer hoje,
tinha uma timidez na frente de estranhos,
como ainda tem.
Esperava a primeira neve,
Como ainda espera até agora.
Quando a criança era criança,
Arremessou um bastão como se fosse uma lança contra uma árvore,
E ela ainda está lá, chacoalhando, até hoje.
Handke
--
te amo sempre mais!
Como?
sábado, 8 de dezembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
favo rito
Ti (to)
domingo, 4 de novembro de 2007
precipit ação
tent ativa
não consigo me localizar direito, fico entre um tanto de coisas que não me mexem.
digo isso e gostaria que isso me desse uma cara limpa dentro do movimento, mas até nessa escrita já tenciono estar sendo olhada e isso delimita cada letra. isso me torneia dentro do que eu queria olhar de fora.
ia agora escrever um tanto de coisas.
as coisas que ia dizer eram livres, e não estou.
digo isso e gostaria que isso me desse uma cara limpa dentro do movimento, mas até nessa escrita já tenciono estar sendo olhada e isso delimita cada letra. isso me torneia dentro do que eu queria olhar de fora.
ia agora escrever um tanto de coisas.
as coisas que ia dizer eram livres, e não estou.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
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