Cheguei da rua preparada pra minha noite sozinha em casa.
Até babei.
Eu não preciso afirmar aqui o quanto é bom ter Tito comigo.
Não, claro que não.
Preciso sim dizer com ênfase que é sensacional, essencial e delicioso a sensação de estar sozinha
Sozinha inha
inha.
Sempre tive um prazer de gargalhar ao me ver assim.
Me vejo um pouco louca
A minha boca aberta
O sorriso demente
O olho ansioso, arregalado.
Mas claro, eu me preparo pra mim.
Preparo uma comida com prazer como se domingo que nunca cozinho
Compro as cervejas, que sempre acabam
Ponho pra gelar
Tomo um banho de lavar cabeça
Uma roupa bonita
Cabelo desarrumado, milimetricamente desarrumado
E me sento em frente ao computador como se no melhor bar da Lapa
Abro ali nova postagem pra começar
Vou ver uns e-mails que eu gosto
Dou uma passeada no orkut, msn e skype
Volto ao post que me desviei.
Separei agora um filme pra ver
Western Django
Me perco nas conversas boas possíveis on-line
Com ainda alguma bebida pra beber
E bem provável, fico aqui me acompanhando com as músicas que me fazem tanto
Nada assisto, nada leio
Vai assim, se tudo seguir bem.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
cada um é cada um no individual de si só
O único modo de realmente me conectar com as coisas do mundo é no contato que tenho com as pessoas.
Fico sedenta.
Tanto universo que esbarro todo dia.
Gosto de estar bem perto.
De olhar bem, sentir o que tem pra sentir.
Escutar o que não escuto em mim.
Nem em ninguém. Só ali.
Atordoa.
Uma pessoa só é tudo nela só.
Fico sedenta.
Tanto universo que esbarro todo dia.
Gosto de estar bem perto.
De olhar bem, sentir o que tem pra sentir.
Escutar o que não escuto em mim.
Nem em ninguém. Só ali.
Atordoa.
Uma pessoa só é tudo nela só.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Cuidado com as peças pequenas e móveis
Tenho receio de me proteger demais
E medo de me abrir além do que posso
É assim
Escancaro, recolho
Mas tem jeito não
Quando encontra motivo a gente se abre todo
Vê aquela belezinha de causa que te ri
E vai até não saber mais por onde entrou
Se perde todo por lá
Esquece um bocado de coisa sua,
Traz uma porção nova,
Fica nessa misturada toda
Em brincadeira de combinação
Me esquenta a variedade possível,
As possibilidades que têm ali,
Mexo na cor, testo o encaixe, viro um tanto pra lá, pelo outro lado
Monto, desmancho
Riso bobo todo o dia
Às vezes se descobre que um desses amontoados não cabe em lugar nenhum
Por mais que tenha cara e jeito do que te serve
Fica sem entender
Depois de insistir muito nas tentativas
Com algumas peças já quebradas no esforço
Que machucam
Sem saber brincar, a gente devolve
E aí a cara não fica tão boa
A diversão já não funciona
A vontade é de bater pé
Às vezes bate
Com a experiência que tiver
E chega uma hora que a gente só se retoma
Puxa de volta o que não pode mais dar
Se recolhe
Sem brinquedo
Uns arranhões
Sensação de incompetência
Riso frouxo todo o dia
Querendo escancarar
É assim
E medo de me abrir além do que posso
É assim
Escancaro, recolho
Mas tem jeito não
Quando encontra motivo a gente se abre todo
Vê aquela belezinha de causa que te ri
E vai até não saber mais por onde entrou
Se perde todo por lá
Esquece um bocado de coisa sua,
Traz uma porção nova,
Fica nessa misturada toda
Em brincadeira de combinação
Me esquenta a variedade possível,
As possibilidades que têm ali,
Mexo na cor, testo o encaixe, viro um tanto pra lá, pelo outro lado
Monto, desmancho
Riso bobo todo o dia
Às vezes se descobre que um desses amontoados não cabe em lugar nenhum
Por mais que tenha cara e jeito do que te serve
Fica sem entender
Depois de insistir muito nas tentativas
Com algumas peças já quebradas no esforço
Que machucam
Sem saber brincar, a gente devolve
E aí a cara não fica tão boa
A diversão já não funciona
A vontade é de bater pé
Às vezes bate
Com a experiência que tiver
E chega uma hora que a gente só se retoma
Puxa de volta o que não pode mais dar
Se recolhe
Sem brinquedo
Uns arranhões
Sensação de incompetência
Riso frouxo todo o dia
Querendo escancarar
É assim
domingo, 6 de setembro de 2009
tudo é assim musical
nem gente, nem parafuso
a que será que se destina?
uns não
uns hão de
nem mesmo a cor não existe
tempo, pedra, peixe, dia
não serve pra nada a escada, o elevador
feito apenas com um arame tenso, um cabo e uma lata velha
agora não sei como explicar
quero ver a lua vindo por detrás da samambaia
mesmo aqui no samba-canção do meu rock'n'roll
you don't know me
a que será que se destina?
uns não
uns hão de
nem mesmo a cor não existe
tempo, pedra, peixe, dia
não serve pra nada a escada, o elevador
feito apenas com um arame tenso, um cabo e uma lata velha
agora não sei como explicar
quero ver a lua vindo por detrás da samambaia
mesmo aqui no samba-canção do meu rock'n'roll
you don't know me
sábado, 5 de setembro de 2009
será que eu vou virar bolor?
Entre uma mensagem e outra tive a opção - descartar.
Queria hoje esse botão em mim.
Dia de incompatibilidade.
Não queria hoje me acompanhar.
Esse processo que tenho tido é todo tanto
Que me faz exausta.
Me cansa os som que faço.
O jeito que me locomovo.
As coisas que penso.
Sensações que carrego.
Queria hoje estar limpa de mim.
Queria me reiniciar.
Eu boot.
Resolver o que não responde.
O que travou.
Voltar a rodar meus programas.
Esse texto mesmo me parece igual a vários que já fiz.
Dormir.
A chance de me desligar.
Queria hoje esse botão em mim.
Dia de incompatibilidade.
Não queria hoje me acompanhar.
Esse processo que tenho tido é todo tanto
Que me faz exausta.
Me cansa os som que faço.
O jeito que me locomovo.
As coisas que penso.
Sensações que carrego.
Queria hoje estar limpa de mim.
Queria me reiniciar.
Eu boot.
Resolver o que não responde.
O que travou.
Voltar a rodar meus programas.
Esse texto mesmo me parece igual a vários que já fiz.
Dormir.
A chance de me desligar.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
mas até lá eu não vou me esconder
Eu espero a noite com dentes já maiores.
Tenho um desejo que estraçalha.
Não é de sempre.
Igual só de adolescente.
paixão antiga sempre mexe com a gente...
Não diferente das outras,
ela me consome.
Me suga.
Não durmo.
Coloco meu filho pra dormir com a sensação de mentira.
Hoje percebi seu dente pontudo.
Ele sacou.
Girava, levantava, pedia, chorava.
Mantenho como se nada.
Carinho, canto, conversa.
Mantém como se nada.
Eu queria lançar meu filho.
Ele se salva.
Um chá!
Esquento a água me lambuzando na baba.
Não é o chá, eu sei que não.
É depois dele,
Depois dele ela me avança.
Me acendo. Me atrapalho.
Fico um tempo assim desarrumada.
Sozinha na minha bagunça que me extasia.
Corre uma barata.
Maior de todas que vi.
Eu, ela.
A noite sumiu.
A barata correu.
Eu corri, queria sumir.
Sapato, sapato.
Encontro esses do tamanho do polegar.
Que sufoco.
Me esbarro na vassoura.
Saio batendo como se duas da tarde.
Me imponho no grito.
A insulto.
Ela some.
Parte da performance.
- De repente ela saiu, foi embora.
Parte da performance.
Solto um som curto e vou.
Cutuco.
Mexo até que apareça.
E aparece!
Reencontro terrível.
Volta crescida.
Me enfrenta como se uma alpaca.
Faz o caminho exato até meu pé.
Eu, mordedora de medo,
Pá!
Baratas nada sabem do trânsito de Urano.
Tenho um desejo que estraçalha.
Não é de sempre.
Igual só de adolescente.
paixão antiga sempre mexe com a gente...
Não diferente das outras,
ela me consome.
Me suga.
Não durmo.
Coloco meu filho pra dormir com a sensação de mentira.
Hoje percebi seu dente pontudo.
Ele sacou.
Girava, levantava, pedia, chorava.
Mantenho como se nada.
Carinho, canto, conversa.
Mantém como se nada.
Eu queria lançar meu filho.
Ele se salva.
Um chá!
Esquento a água me lambuzando na baba.
Não é o chá, eu sei que não.
É depois dele,
Depois dele ela me avança.
Me acendo. Me atrapalho.
Fico um tempo assim desarrumada.
Sozinha na minha bagunça que me extasia.
Corre uma barata.
Maior de todas que vi.
Eu, ela.
A noite sumiu.
A barata correu.
Eu corri, queria sumir.
Sapato, sapato.
Encontro esses do tamanho do polegar.
Que sufoco.
Me esbarro na vassoura.
Saio batendo como se duas da tarde.
Me imponho no grito.
A insulto.
Ela some.
Parte da performance.
- De repente ela saiu, foi embora.
Parte da performance.
Solto um som curto e vou.
Cutuco.
Mexo até que apareça.
E aparece!
Reencontro terrível.
Volta crescida.
Me enfrenta como se uma alpaca.
Faz o caminho exato até meu pé.
Eu, mordedora de medo,
Pá!
Baratas nada sabem do trânsito de Urano.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A saída é a entrada de quem vem de lá
Escuto de uma pessoa: Como é que você classifica o que escreve?
Da ponta da língua, pula: Sub literatura!
Não, não isso.
O que então?
Prosa, poema, conto...
O nervosismo da ignorância me entope.
Quase cuspo um som.
Um som estúpido. Provável.
Porque tem momento que eu me desacredito inteira.
Me olho e não me enxergo em lugar nenhum.
Me perco e não me retomo.
Fico tempo sem sentido.
Zonza da falta de mim.
Me recuperando voltei a respirar.
Devia estar vermelha.
Fui pega de bunda de fora.
Não saí correndo.
Firmei meu olho naquela boca.
Parei minha mão que se esfregava.
Devia estar recuperando a brancura branca alva da cara.
Lembrei de mim.
Senti a descida da resposta.
E falei com o orgulho que tenho do meu pequeno.
Faço cartas.
Da ponta da língua, pula: Sub literatura!
Não, não isso.
O que então?
Prosa, poema, conto...
O nervosismo da ignorância me entope.
Quase cuspo um som.
Um som estúpido. Provável.
Porque tem momento que eu me desacredito inteira.
Me olho e não me enxergo em lugar nenhum.
Me perco e não me retomo.
Fico tempo sem sentido.
Zonza da falta de mim.
Me recuperando voltei a respirar.
Devia estar vermelha.
Fui pega de bunda de fora.
Não saí correndo.
Firmei meu olho naquela boca.
Parei minha mão que se esfregava.
Devia estar recuperando a brancura branca alva da cara.
Lembrei de mim.
Senti a descida da resposta.
E falei com o orgulho que tenho do meu pequeno.
Faço cartas.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
a matéria que me faz
Eu já falei aqui uma vez sobre a maior graça que me segue.
O encontro.
Pessoas de um dia, desconhecidos na rua, colegas, amigos, irmãos, amores.
Chegam como se não houvesse outro caminho, como se sempre nos tivéssemos.
Em encontros eu encontro o meu lugar.
Ali que eu respiro.
O que me constrói.
Me amontoando do que posso pegar.
Nada em mim é meu.
Sou o encontro que tivemos.
Serei outra em nosso próximo.
Dentro disso meu afeto mais pequeninho e maior.
O presente de ser mãe.
É amor que me devora.
O encontro.
Pessoas de um dia, desconhecidos na rua, colegas, amigos, irmãos, amores.
Chegam como se não houvesse outro caminho, como se sempre nos tivéssemos.
Em encontros eu encontro o meu lugar.
Ali que eu respiro.
O que me constrói.
Me amontoando do que posso pegar.
Nada em mim é meu.
Sou o encontro que tivemos.
Serei outra em nosso próximo.
Dentro disso meu afeto mais pequeninho e maior.
O presente de ser mãe.
É amor que me devora.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
E corre por aí que eu sei certo zum-zum
De encontros e conversas que tenho tido com alguns amigos tenho percebido umas coisas.
Eu tenho a vantagem de quem não estuda.
De quem pouco leu.
Não sabendo nada de jung, freud, heidegger, racionalismo, pragmatismo, filosofia analítica ou da libertação eu tenho sempre a sensação de descoberta, da idéia fresca que tive hoje.
Vou mudar a música.
Em alguns momentos que estou em vida, sinto um vazio de arrebentar.
Às vezes mesmo acompanhada de uma pessoa que amo mais que a mim mesma.
A falta desesperada de alguma coisa que não sei fazer o que, nem pra onde ir.
Tenho visto o panorama.
Junto as impressões, falas, e o que não se fala.
Talvez algo da idade.
Talvez proximidade do fim disso tudo.
Meus amigos podem negar.
Eu reconheço meu vazio neles quando o olhar se perde, quando o assunto desanda, quando percebo que não posso preencher o desejo do encanto, que nosso papo é um tempo de espera.
Não sei se na adolescência e pouco depois dela a gente se preenchia mesmo tanto da gente ou se fingíamos melhor.
Porque eu não lembro dessa imagem que vejo agora.
Eu lembro do prazer que tinha por estar sozinha.
As possibilidades, as possibilidades de tudo me alimentavam, me envenenavam.
Ainda sinto assim.
Ainda penso.
Leva tempo voltar a sentir as coisas que pensa.
Ainda acho fascinante a possibilidade do que não senti.
Mas eu quero falar pros meus amigos.
Em tom de verdade.
A gente deseja por faixas.
A gente se carrega pra um mesmo vazio, de faixas também.
A gente precisa conseguir individualizar nosso buraco.
Eu, como em oração, diária, pego me lembrando que a possibilidade de encontro é tão grande e variada que não há permissão pra além do que me faça bem.
Debilitada que sou e estou um pouco mais.
Não é hora de bancar um natimorto.
São tantas combinações possíveis que a gente pode selecionar o fazer bem como quesito.
Um simples fazer bem de alimentar e alimentar-se.
De ver um trajeto que te fascine entrar.
Que flua. Que corra.
E que aquele caso que te fez doer e levou o palavrão com ele,
Foi também vítima da projeção, da expectativa.
Que o pobre tinha a vida de um dia, uma semana ou pouco mais.
E eles avisam.
A gente que tapa o ouvido, olha pro lado, cantarola e faz de conta que É ESSE!
E mesmo a falta de troca não é sempre um desagrado intencional.
Eu mesma que me prometo não fazer mal a ninguém que me deseje bem, às vezes ainda me pego em silêncio a alguém que precisa de uma resposta que só eu posso dar.
E sou cuidadosa.
As coisas acontecem quando acontecem.
Meu texto deve causar um vazio de doer nos meus amigos.
Espero que seja da faixa.
O vazio de tanta gente.
Do texto também.
Também me coloco na torcida para que não seja o fim disso aqui que eu gosto tanto.
Mesmo infestado de desencontro.
Eu tenho a vantagem de quem não estuda.
De quem pouco leu.
Não sabendo nada de jung, freud, heidegger, racionalismo, pragmatismo, filosofia analítica ou da libertação eu tenho sempre a sensação de descoberta, da idéia fresca que tive hoje.
Vou mudar a música.
Em alguns momentos que estou em vida, sinto um vazio de arrebentar.
Às vezes mesmo acompanhada de uma pessoa que amo mais que a mim mesma.
A falta desesperada de alguma coisa que não sei fazer o que, nem pra onde ir.
Tenho visto o panorama.
Junto as impressões, falas, e o que não se fala.
Talvez algo da idade.
Talvez proximidade do fim disso tudo.
Meus amigos podem negar.
Eu reconheço meu vazio neles quando o olhar se perde, quando o assunto desanda, quando percebo que não posso preencher o desejo do encanto, que nosso papo é um tempo de espera.
Não sei se na adolescência e pouco depois dela a gente se preenchia mesmo tanto da gente ou se fingíamos melhor.
Porque eu não lembro dessa imagem que vejo agora.
Eu lembro do prazer que tinha por estar sozinha.
As possibilidades, as possibilidades de tudo me alimentavam, me envenenavam.
Ainda sinto assim.
Ainda penso.
Leva tempo voltar a sentir as coisas que pensa.
Ainda acho fascinante a possibilidade do que não senti.
Mas eu quero falar pros meus amigos.
Em tom de verdade.
A gente deseja por faixas.
A gente se carrega pra um mesmo vazio, de faixas também.
A gente precisa conseguir individualizar nosso buraco.
Eu, como em oração, diária, pego me lembrando que a possibilidade de encontro é tão grande e variada que não há permissão pra além do que me faça bem.
Debilitada que sou e estou um pouco mais.
Não é hora de bancar um natimorto.
São tantas combinações possíveis que a gente pode selecionar o fazer bem como quesito.
Um simples fazer bem de alimentar e alimentar-se.
De ver um trajeto que te fascine entrar.
Que flua. Que corra.
E que aquele caso que te fez doer e levou o palavrão com ele,
Foi também vítima da projeção, da expectativa.
Que o pobre tinha a vida de um dia, uma semana ou pouco mais.
E eles avisam.
A gente que tapa o ouvido, olha pro lado, cantarola e faz de conta que É ESSE!
E mesmo a falta de troca não é sempre um desagrado intencional.
Eu mesma que me prometo não fazer mal a ninguém que me deseje bem, às vezes ainda me pego em silêncio a alguém que precisa de uma resposta que só eu posso dar.
E sou cuidadosa.
As coisas acontecem quando acontecem.
Meu texto deve causar um vazio de doer nos meus amigos.
Espero que seja da faixa.
O vazio de tanta gente.
Do texto também.
Também me coloco na torcida para que não seja o fim disso aqui que eu gosto tanto.
Mesmo infestado de desencontro.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Pepe Le Gambá e a Gata Penélope
Esses dias, em um trabalho, entrevistei algumas pessoas.
Em uma das perguntas pedia suas expectativas mais sinceras.
Dizendo "mesmo sem som, só mexa a boca".
A minha procura mais profunda (possível) é na gentileza e no que é sincero.
O pouco do que acredito.
Pessoal, profissional, artístico, político e social.
Claro, eu não entendo nada de nada.
Sou uma achista convicta.
Reduzo ao que posso.
Tento alguma consistência no material debilitado que tenho.
A sinceridade é caminho que persigo.
Escrevendo eu percebo o que é e o que não.
Tenho pose. Fragilidade. Quero ser especial.
Me distancio do que procuro pra ser aceita.
A sinceridade vem com tudo.
Assusta.
A gente. O outro.
Eu a persigo como àquele amante mais amado, mais difícil, e um tanto perverso.
Vivo também atrás da gentileza.
Como o gambá da gata.
Não acredito na rispidez.
Não acredito na cobrança.
Não acredito no jogo entre pessoas.
Não acredito em mentir sobre o que sinto.
Não acredito na crueldade.
Não acredito na perda.
Não acredito no fim.
Não acredito no investimento.
Não acredito na resposta de mesmo tom.
Essas descrenças sinceras me vieram dela.
Eu não sou sempre gentil.
Nem sempre sincera.
Mas também não acredito em grande parte de mim.
Em uma das perguntas pedia suas expectativas mais sinceras.
Dizendo "mesmo sem som, só mexa a boca".
A minha procura mais profunda (possível) é na gentileza e no que é sincero.
O pouco do que acredito.
Pessoal, profissional, artístico, político e social.
Claro, eu não entendo nada de nada.
Sou uma achista convicta.
Reduzo ao que posso.
Tento alguma consistência no material debilitado que tenho.
A sinceridade é caminho que persigo.
Escrevendo eu percebo o que é e o que não.
Tenho pose. Fragilidade. Quero ser especial.
Me distancio do que procuro pra ser aceita.
A sinceridade vem com tudo.
Assusta.
A gente. O outro.
Eu a persigo como àquele amante mais amado, mais difícil, e um tanto perverso.
Vivo também atrás da gentileza.
Como o gambá da gata.
Não acredito na rispidez.
Não acredito na cobrança.
Não acredito no jogo entre pessoas.
Não acredito em mentir sobre o que sinto.
Não acredito na crueldade.
Não acredito na perda.
Não acredito no fim.
Não acredito no investimento.
Não acredito na resposta de mesmo tom.
Essas descrenças sinceras me vieram dela.
Eu não sou sempre gentil.
Nem sempre sincera.
Mas também não acredito em grande parte de mim.
minha máxima produção na madrugada
É delicioso pensar e perceber que ninguém, seja quem for, ninguém vive como mito.
sábado, 22 de agosto de 2009
Eu boot
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Possível...
Encontrar, ser encontrado.
Que o encontro não seja bobo, triste, nem estabanado.
E de carinho.
De fome.
Fome encorpada.
Alimentada.
Com vontade de estar e estender.
Das palavras escolhidas e entregues, letra por letra.
Ter a confiança, tranquilidade, o sorriso.
E reconhecer no adeus doce o até breve.
Que o encontro não seja bobo, triste, nem estabanado.
E de carinho.
De fome.
Fome encorpada.
Alimentada.
Com vontade de estar e estender.
Das palavras escolhidas e entregues, letra por letra.
Ter a confiança, tranquilidade, o sorriso.
E reconhecer no adeus doce o até breve.
Enxergo onde quero ir
Tenho uma sensação de futuro esmagadora.
Como se tivesse alguns dias para chegar a ele. Ele a mim.
Nesse curto tempo tenho uma infinidade de coisas a manejar.
Urgência de um fôlego só.
O que não estiver feito não estará.
E preciso correr para todos os lados que tenho.
Carregar esses lugares com minha cara que vejo que vou ter.
Encerrar o que preciso.
Levar comigo o essencial, o imprescindível e fazer todas as aberturas possíveis.
Tenho a imagem de ser invadida inteira, de todas as maneiras.
Sentir o momento inconfundível da passagem.
Em verdade a estréia é pra já.
Como se tivesse alguns dias para chegar a ele. Ele a mim.
Nesse curto tempo tenho uma infinidade de coisas a manejar.
Urgência de um fôlego só.
O que não estiver feito não estará.
E preciso correr para todos os lados que tenho.
Carregar esses lugares com minha cara que vejo que vou ter.
Encerrar o que preciso.
Levar comigo o essencial, o imprescindível e fazer todas as aberturas possíveis.
Tenho a imagem de ser invadida inteira, de todas as maneiras.
Sentir o momento inconfundível da passagem.
Em verdade a estréia é pra já.
domingo, 9 de agosto de 2009
Lima
Foi meu tempo/limite quando fui.
Apesar da incerteza da sensação de estar longe do meu ninho, agora com filhote.
Estava enjaulada em mim há algum tempo.
A partida e a sensação de caminho, uma das melhores.
Primeira parada de encontros marcados, projetos e outra partida já fechada.
Fácil.
A sensação não se perde, estou em passagem.
Chegada de expectativa, projeção e ansiedade que tinha em ser tudo lindo e diferente do que sentia há pouco.
E sabia que era tudo que ela queria me dar.
Ela e todos que fazem ela.
No caminho com Lyda, Chicho e Lu soube que era pra valer.
O cheiro que senti da cidade foi definitivo.
Lembro da sensação fresca do primeiro bar.
Muito extranho que não voltei lá depois.
O sabor do cebiche era de fazer chorar.
E a cerveja a melhor que já tomei.
Em Barranco que era bonito de doer.
Lima entrou dentro de mim.
Um mês foram três.
Primeira semana de workshop diário e Barranco em la Noche.
Uma intensidade de assustar.
Eu, guardada pra dentro, tive que encontrar um alargamento de fazer doer a pele.
Gritei de dor.
Fazia falta o colo que posso dar.
Meu ninho chegou.
Com ele meu peso no chão.
Tinha agora alguma referência, como se me lembrasse do que era feita.
Um mês eram três.
Fomos atrás do sol, passeio na chuva que não cai, os parques de cocôs que não secam, o malecón como companhia de todos os dias, ruínas, et's, comida, comida, comida, comida.
Amigos de anos em dias.
Rafa, Cynthia, Joelle, Yuko, Anuschie, Juan K, Didi, Lolo, Meli, Anna, Sofia, Selma.
Família de sempre que encontrei agora.
Abue, Marita, Oscar Pai, Oscar Kid, Lyda, Gabriel, Gonzalo, Sophi, Érica, Oscar, MariaPia, Merijana.
Entreguei meu filhote pra voar sem mim.
Uma vez mais.
Não sabia saber o que podia ser depois dali.
E foi o riso dele que ficou em mim.
Nas noites pouco dormidas, nas conversas de nós duas enroscadas, no telefone que me acordava antes da hora, na noite de idas e voltas de pé gelado, no café da manhã do Yasu, na Jardineira de sapatos velhos e um novo de acariciar, no convívio com de tudo um pouco que era muito e nunca demais, nas broncas cheias de amor e intimidade na casa de Miraflores, nas histórias entusiasmadas da casa de Surco da infância que vivo agora, no encontro com todos os carros que não eram aquele, na música brasileira que ensaiei todos os dias no malecón, no barco de 5 soles do sapo verde, na despedida rápida de um encontro bonito com quem não sabe terminar, no caminho de volta com suco, riso e a programação de dias.
A maior imagem que trouxe.
Comida, riso e a vontade enorme de se estar junto, com prazer.
Sem preço ou economia.
Um mês foram três.
Lu sempre soube dar os melhores presentes.
Ela e todos que fazem ela.
De Lima só é possível voltar bem alimentada.
Apesar da incerteza da sensação de estar longe do meu ninho, agora com filhote.
Estava enjaulada em mim há algum tempo.
A partida e a sensação de caminho, uma das melhores.
Primeira parada de encontros marcados, projetos e outra partida já fechada.
Fácil.
A sensação não se perde, estou em passagem.
Chegada de expectativa, projeção e ansiedade que tinha em ser tudo lindo e diferente do que sentia há pouco.
E sabia que era tudo que ela queria me dar.
Ela e todos que fazem ela.
No caminho com Lyda, Chicho e Lu soube que era pra valer.
O cheiro que senti da cidade foi definitivo.
Lembro da sensação fresca do primeiro bar.
Muito extranho que não voltei lá depois.
O sabor do cebiche era de fazer chorar.
E a cerveja a melhor que já tomei.
Em Barranco que era bonito de doer.
Lima entrou dentro de mim.
Um mês foram três.
Primeira semana de workshop diário e Barranco em la Noche.
Uma intensidade de assustar.
Eu, guardada pra dentro, tive que encontrar um alargamento de fazer doer a pele.
Gritei de dor.
Fazia falta o colo que posso dar.
Meu ninho chegou.
Com ele meu peso no chão.
Tinha agora alguma referência, como se me lembrasse do que era feita.
Um mês eram três.
Fomos atrás do sol, passeio na chuva que não cai, os parques de cocôs que não secam, o malecón como companhia de todos os dias, ruínas, et's, comida, comida, comida, comida.
Amigos de anos em dias.
Rafa, Cynthia, Joelle, Yuko, Anuschie, Juan K, Didi, Lolo, Meli, Anna, Sofia, Selma.
Família de sempre que encontrei agora.
Abue, Marita, Oscar Pai, Oscar Kid, Lyda, Gabriel, Gonzalo, Sophi, Érica, Oscar, MariaPia, Merijana.
Entreguei meu filhote pra voar sem mim.
Uma vez mais.
Não sabia saber o que podia ser depois dali.
E foi o riso dele que ficou em mim.
Nas noites pouco dormidas, nas conversas de nós duas enroscadas, no telefone que me acordava antes da hora, na noite de idas e voltas de pé gelado, no café da manhã do Yasu, na Jardineira de sapatos velhos e um novo de acariciar, no convívio com de tudo um pouco que era muito e nunca demais, nas broncas cheias de amor e intimidade na casa de Miraflores, nas histórias entusiasmadas da casa de Surco da infância que vivo agora, no encontro com todos os carros que não eram aquele, na música brasileira que ensaiei todos os dias no malecón, no barco de 5 soles do sapo verde, na despedida rápida de um encontro bonito com quem não sabe terminar, no caminho de volta com suco, riso e a programação de dias.
A maior imagem que trouxe.
Comida, riso e a vontade enorme de se estar junto, com prazer.
Sem preço ou economia.
Um mês foram três.
Lu sempre soube dar os melhores presentes.
Ela e todos que fazem ela.
De Lima só é possível voltar bem alimentada.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
ausência
Na próxima semana volto pra casa.
Deixo um beijo em cada um e agradeço os e-mais e comentários.
Deixo um beijo em cada um e agradeço os e-mais e comentários.
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